Esse é um texto sobre amor. Não de amor, sobre amor. Ou sobre a falta dele, eu não sei. Eu só sei que vai chover e que eu gosto de escrever quando chove porque a chuva me renova. E é disso que eu preciso, de renovação.
Eu tenho sempre a sensação de que tô fazendo tudo errado. Tô sempre agindo antes de pensar e isso me preocupa porque eu não era assim. De uns tempos pra cá eu tenho tido surtos de passado. Eu fico revendo as memórias na minha cabeça, ouvindo as mesmas músicas, dormindo tarde e algumas vezes até chorando. Ai que raiva que me dá!
Então eu cheguei a conclusão de que se o passado era tão bom, por quê não fazê-lo presente? Então eu resolvi escrever, ficar sem dormir, confessar que sim, eu sentia falta.
Só que eu me esqueci que passado é passado. E que neste momento, o passado estava me dando as costas.
Me desapontei, mas nem sempre a gente tem o que quer, quando quer.
E ai a vida deu uma invertida de papéis e eu parei pra pensar que outra pessoa também queria fazer do passado, presente. Outra pessoa que me quer muito bem, obrigada.
Alguém que se importa comigo não pelas coisas que leio, que ouço, que visto, mas sim pelo que eu sou. Embora as coisas que leio, ouço e visto façam parte de mim, eu também tenho essência, tenho medos, tenho planos. E tenho uma carência enorme de alguém que repare nisso.
Eu tenho um futuro acolhedor, sincero, atencioso e dedicado se quiser e ai não tem lógica desejar o passado que me tira o sono algumas noites, mas que vai ficar esquecido, eu sei.
Mesmo que leve algum tempo, não importa, afinal, um ensinamento que trago do passado é que a paciência continua sendo uma de minhas virtudes.
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jan
15
2012

‘Somos também aquilo que perdemos.’
Concordo Manu, concordo! mas tô afim de ver o que está por vir, pq viver de passado tá ficando difícil. :~
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