Sobre reconhecimento ou coisa que o valha.

Somos colocados a prova o tempo todo. Se não formos os melhores, somos tratados como ninguém.
Eu falo de reconhecimento. Parece que eu vivo dentro de uma caixa, parece que eu sou um robô. Rotina: não gosto, acho ofensivo. Mas tenho contas a pagar.
Não sei explicar pra vocês o que eu realmente queria falar. Mas eu to de saco cheio.
Eu contrario todos os aspectos do meu signo, eu quero liberdade.
Cansei de depender da aprovação dos outros. Quero eu, me aprovar.
E é isso. Vai ser, deixa ser.

A breve história de Jordanna Bevan ou coisa que o valha.

jordanna bevan

Jordanna não é do tipo popular, o que tornaria um romance com um desconhecido mais provável. Bem, não um desconhecido, vamos chamá-lo de Oliver (pois esse realmente é seu nome). Não que Jordanna ligue pra isso. Ela não liga muito pra nada.
Jordanna não é o tipo de menina que lê revista Capricho, nem que pinta as unhas toda semana. Jordanna é do tipo que gosta do estrago. É crua. É 8 ou 80.
Sem paredes cor de rosa, sem armário cheio de vestidos.
Só um casaco vermelho e um maço de cigarros. A cara do pecado, da tentação e ao mesmo tempo, a mais pura inocência. Jordanna é fatal.
Mas devido a uma série de acontecimentos, Jordanna se vê apaixonada por um cara normal. O tipo do cara que grava músicas pra você, que tem poucos amigos, que gosta de se fazer de coitado. O cara que acha você incrivelmente boa para ele ou para qualquer um, mas que te abandona. Típico.
E as estruturas de Jordanna se abalam. O castelo de cartas dela é assoprado, mais uma vez. Desmorona. Chora. Ah não, choro não. O choro é a manifestação clássica de que alguém tem sentimentos. Meninas fatais não querem ter sentimentos, não querem chorar.
Não chora, Jordanna.
Mas ai, já é tarde demais. Ela chora, fala sobre sentimentos, anda de mãos dadas. Foi tomada pelo amor. A Jordanna que gosta do estrago se transforma na Jordanna que gosta do gasto. Ai que bosta!
Oliver acerta em cheio quando diz que ela havia se transformado para sempre. Agora, ela tinha sentimentos. Agora, ela cria expectativas e se decepciona.
E eu sempre achei que Jordanna fosse forte. Que tivesse um quê de diaba, por gostar tanto do fogo. Só gostava do vermelho paixão. O vermelho amor. Droga, mil vezes droga!
Jordanna tinha aprendido a se decepcionar. Também aprendeu a dar a volta por cima. Mas cometeu a maior burrice de todas: deu uma segunda chance. Isso era amor. E o amor estraga as pessoas.

desabafo.

Queria saber em que momento da minha vida eu deixei de gostar de mim. Pois quando eu erro com as pessoas que se importam comigo, eu passo a me odiar. De uns tempos pra cá eu tenho me odiado muito.
Eu mudei muito pra agradar os outros e esqueci de me agradar.
Implorei atenção de tudo e de todos. Passei dos meus limites. Fui filha da puta com os outros. Comigo.
Sabe pra quê? Pra nada.
Talvez vocês não saibam como é se sentir sozinha, tendo consciência de que sou cercada por pessoas incríveis. O que me falta não são os outros, sou eu.
Minha mente é um caos. Sempre foi.
Eu juro que eu tento colocar ordem no caos, mas é missão impossível.
“Desculpa” e “perdoa” passam pela minha boca inúmeras vezes no dia. Mas me desculpar comigo mesmo que é bom, nada.
E é o que eu mais preciso.
Amor próprio em dose grande.

Só.

solidão

Ela achava ser um empecilho para todos. Um sacrifício.
Parece que as coisas sempre se tornavam mais difíceis em janeiro. É imposto, divida, carência e solidão.
Ela estava acostumada com a solidão. Muitas vezes vivia na solidão por vontade própria. Mas o que foi ficando sem graça com o tempo é que sempre que ela queria sair da situação, ninguém acompanhava.
Então ela decidiu que essa seria a última vez que ela tentaria sair da solidão. Não dava pra desvincular, a solidão estava para ela assim como o sol estava para o verão. E esse era o rumo das coisas.
Fazia mal ouvir a verdade. Fazia mal ouvir mentiras.
Talvez só se deitasse no chão gelado do quarto ouvindo Lana Del Rey e tudo se resolveria. Talvez ela fosse pra sala de travesseiro em mãos assistir desenho com o cachorro.
Ou então, colocar os óculos de coração e dar uma volta.
Ela e a solidão, de mãos dadas.

RETROSPECTIVA 2012:

Postei muito pouco no blog em 2012, fato. Mas foi por um ótimo motivo: minha vida virou uma correria. Então, esse post de retrospectiva é mais pra contar tudo que aconteceu do que pra relembrar, HAHA.
Em janeiro completei os tão sonhados 18 anos. Ah, a maioridade! Pra mim não serviu de muita coisa, HAHA. Continuei freqüentando os mesmos lugares, não tirei carta de motorista, não fiz festa, não fiz tatuagem (mas ela está a caminho). Mas foi bom ter feito 18 anos e compreendido que a realidade é muito diferente do que eu passei anos imaginando. HAHAHA.
18
Em fevereiro tive meu primeiro dia na faculdade. Confesso que estava assustada, afinal, era um ambiente novo com muitas pessoas desconhecidas. Mas foi só colocar o pé na sala pra perceber que eu estava no lugar certo. Conheci muita gente incrível, com os mesmos interesses, as mesmas metas. Amizades que ultrapassaram a barreira da sala de aula e fiquei muito feliz com isso.
facul
Em abril fui no melhor show da minha vida (e meu primeiro festival, ao mesmo tempo!), o tão sonhado Lollapalooza. Esperei 7 anos da minha vida pra ver Arctic Monkeys ao vivo e vi. E também vi Gogol Bordello, Foster the People, MGMT. Só coisa linda. Em abril também comecei no meu trabalho novo. Virei, tcharã: Inspetora de alunos. É, a chamada “tia da escola”. Vocês tem noção do que é sair do Ensino Médio e voltar pra escola como inspetora? HAHA. Mas foi uma das melhores coisas que podia ter me acontecido. Apesar das broncas, dos gritos, dos telefonemas eu aprendi muito com as crianças. Conheci uma realidade que eu só ouvia falar e aprendi a respeitar a individualidade de cada uma delas.

Foto geral do Lollapalooza Brasil 2012 ©Divulgação

Foto geral do Lollapalooza Brasil 2012 ©Divulgação

Também resolvi mudar meu visual e voltei com a franja depois de anos sem ela. Foi a paixão do ano! HAHA.

beklysss

Durante o ano de 2012 não tive muito tempo pra sair, afinal minha vida foi do serviço pra faculdade e da faculdade pro serviço. Comecei então a ver um seriado chamado 2 Broke Girls. Pra mim, o melhor do ano! Também desenvolvi um amor muito grande por uma banda chamada The Black Keys, que vocês podem ouvir AQUI. Fui apresentada a uma hamburgueria chamada Zé do Hamburguer que acabou se tornando minha favorita. E acabei de eleger Fountain Soda como a melhor bebida do ano! HAHA.

2 Broke Girls <3

2 Broke Girls <3

The Black Keys <3

The Black Keys <3

Zé do Hamburguer Zé do Hamburguer

E participei do concurso de fotografia da minha faculdade, ficando entre os finalistas com essa foto:

Photo by: Isabelle Pereira.

Photo by: Isabelle Pereira.

Resumidamente, 2012 foi um ano maravilhoso, de verdade.
Agradeço a todos vocês por terem feito o EuSouADiva junto comigo. 50.000 views e muito amor.
Obrigada meninas, do fundo do meu coração.
Quero vocês em 2013 comigo.
Feliz Ano Novo, divas!

Alguém;

Não vou entrar na questão do pq eu não posto a séculos. É pq o blog é meu e só.
Só gosto de escrever quando sinto que há a necessidade de escrever. Quando o que eu sinto não cabe em mim, eu vomito palavras.
Hoje estou vomitando palavras pq cheguei a uma conclusão.
Eu vivo por ai procurando alguém que faça par comigo. Vivo na esperança de ter um amor de novela, que goste dos mesmos discos que eu, mesmos filmes, que tenha bom gosto pra se vestir, que goste de programas culturais e seja caseiro.
Mas é pretensão demais.
Eu vou ficar na eterna busca se continuar pensando assim.
Eu já tive gente assim na minha vida, mas chega uma hora que acaba o assunto. Sério.
Quero alguém pra discordar, alguém que tenha gostos em comum comigo, mas que goste de coisas que eu desconheça ou que eu deteste.
Quero alguém que me motive a explorar o mundo.
Alguém que me faça achar graça em coisas que eu nunca parei pra reparar.

Mas acima de tudo isso, eu quero um alguém.

Por Belle Postado em Textos

Crise de 1/4 da idade ou coisa que o valha.

Me deixa.

Dá até vergonha de postar alguma coisa depois de tanto tempo sumida, HAHA. Fazer o que, eu tenho na minha frente uma quarta-feira com tudo que eu não quero, na tv. Novela e futebol. Por favor, por favor. E por outro lado eu tenho algo que muito me agrada: Cajun Dance Party nos fones, um baú cheio de livro velho pra apoiar os pés e alguma vontade de escrever. Mas não sei sobre o que escrever. Começar um novo conto, talvez?
Não sei. Minhas personagens parecem muito do mesmo e me cansam fácil, sempre. Poderia chamá-las todas de eu. Escrever sobre a minha vida geraria um tédio tremendo. Pois afinal, quando eu trabalho, trabalho muito. E quando tô de férias, não faço nada. Nada mesmo. E eu tô num meio termo, chamado recesso. Ou seja, me deixa.
Me deixa falar muito e não dizer nada. Me deixa escrever coisas sem eira nem beira. Que se foda. Me deixa ler Bukowski em quadrinhos e forçar a vista, mais uma vez. Me deixa baixar mil filmes que ninguém vai querer ver comigo. Me deixa ouvir mais do mesmo. Me deixa no silêncio, me deixa em casa.
Não me prive de mim.

Férias!


Pois é, as esperadas férias chegaram e a essa altura vocês devem estar se questionando sobre o que fazer nesse mês livre. Como eu ainda não estou de férias (mas terei alguns dias de folga), não tenho muito o que comemorar, HAHA. Mas pretendo deixar alguns posts prontos para ir postando no decorrer do mês. E quero sugestões, por favor. Me ajudem a fazer o EusouaDiva! HAHAHA
A principio, é isso.
Beijos.

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O tempo (ou a falta dele).

Eu tô com pressa. De uns tempos pra cá, tudo que eu tenho é pressa. Minha vida anda corrida, eu mal tenho tempo de respirar. Engraçado, que dia desses fui no teatro ver uma comédia que brincava exatamente com isso, o tempo. Melhor dizendo, com a falta dele. Me diverti muito, dei boas risadas. E olhei infinitas vezes no relógio; Ninguém é perfeito.
Dia desses, um moço também postou no twitter que ‘sentia falta de ser um escritor de meia tigela, pois pelo menos a tigela ainda era meia’. E é justamente por isso, que tô escrevendo isso, agora.
Sinto que tenho vivido muito em 140 caracteres. Mas eu quero mais! Eu quero além. Sem ganância, embora a ganância nem sempre seja algo ruim.
Eu não preciso de muito. Eu só preciso de tempo.
O projeto a gente faz, o que faltar, complementa. Quando tiver vontade, vou lá e realizo.
Mas o tempo … ah, o tempo! Se não tem tempo, como fica?

Bom, se não tem tempo, mas tem vontade, fica no papel.
E quando tiver tempo, concretiza.

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nothing

Acordou cedo, no feriado. No feriado, frio. Pensou em remexer as gavetas atrás de coisas que achava ter perdido, mas sabia que não. Achou melhor deixar do jeito que estava. Foi na cozinha, fez um chocolate, percebeu que era quase hora do almoço.
Não tinha sol. A impressão que tinha, é que havia acabado de acordar depois de ter hibernado. Mesmo de meias, os pés permaneciam frios. Foi no banheiro, olhar-se no espelho, só pra constar que não havia morrido.
Ok, não havia. Só estava com frio. Só estava fria.
Olhou através das grades da janela e não viu ninguém.
Não era, então, “Molly e seu amor de feriado”. Estava mais pra “Molly e a solidão”.
Não queria ver um filme, nem começar a ler um livro, nem a desenhar croquis numa atitude desesperada de preencher o tempo. Não queria sair, não queria ficar em casa.
Não sabia o que queria. Nunca sabia.

Só sabia, que precisava de um alguém.